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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Interclubes Sênior de São Paulo: Academia GolfRange Campinas é vice-campeã no Lago Azul, Sérgio Diniz pontua para a equipe


Interclubes Sênior de São Paulo: Academia GolfRange Campinas é vice-campeã no Lago Azul


cima, parte da equipe da AGRC no torneio ABGS do Lago Azul: maior delegação visitante

Equipe da casa venceu e embolou disputa do ranking, com três equipes separadas por apenas 3 pontos

A equipe do Lago Azul soube se valer da vantagem de jogar em casa para vencer a segunda etapa do 25º Torneio ABGS Interclubes Sênior de São Paulo, disputada dia 30 de março, em Araçoiaba da Serra, juntamente com o 8º Torneio ABGS de Golfe Sênior do Lago Azul Golfe Clube – Taça Jaime Song. Com os 17 pontos marcados em casa, o Lago Azul é o novo líder do circuito, com 26 pontos, mas é seguido de perto pelo time Verde do Arujá Golf Clube, com 24; pela Academia GolfRange Campinas, a vice-campeã da etapa, que soma 23, e pela Associação Esportiva São José, com 21. Apenas três pontos separam os três primeiros colocados e é de cinco pontos a diferença entre os quatro primeiros.
O Lago Azul, que venceu em duas das seis categorias em disputa e teve ainda um segundo e um terceiro lugares. Seus campeões foram Marcos Zimet, na categoria com handicap índex de 23,1 a 32; e Ivete Waisblut, na feminina de 25,1 a 32. O time marcou ainda na feminina até 25, com Daisi Silva, vice, e Luzia Taninaga, terceira colocada. O LAGC soma agora 26 (9 + 17) pontos.
AGRC – A Academia GolfRange Campinas foi uma das vice-campeãs da etapa, com 11 pontos, graças a um vice, um terceiro, um quarto e duas quintas colocações. Pontuaram Luiz Silva (vice na pré-sênior), Heitor Matos (3º na 14,1 a 23), Lim Sou (4º na 23,1 a 32), Renato Santanna (5º na 14,1 a 23) e Sergio Diniz (5º na pré-sênior). O time da AGRC permanece em terceiro lugar no ranking, com 23 (12 + 11) pontos.
O Terras de São José Golf Club foi o outro vice-campeão da etapa, com 11 pontos, graças às vitórias de Valdemar Schulze, na 14,1 a 23, e de Doroti Senday, na até 25 feminina, e de um quinto lugar de Eduardo Figueiredo, na 23,1 a 32. O time passou para o quinto lugar do ranking, com 13 (2 + 11) pontos.
Ranking – O time Verde do Arujá Golf Clube, que chegou como líder caiu para o segundo lugar do ranking, depois de marcar apenas seis pontos, com os terceiros lugares de Paulo Motoki, da 23,1 a 32; e de Plínio Albregard, na pré-sênior. A equipe soma agora 24 (18 + 6) pontos. A Associação Esportiva São José vem em quarto no ranking, com 21 (13 + 8) pontos, liderada pelas mulheres: Chou Fen foi quarta na até 25; e Mary Iguchi e Neide Nakagawa, vice e quarta colocada, respectivamente, na 25,1 a 32.

Veja matéria completa em:

http://academiagolf.com.br/interclubes-senior-de-sao-paulo-academia-golfrange-campinas-e-vice-campea-no-lago-azul/ 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

TRIPLE A ADVISOR E CAREER CENTER FECHAM PARCERIA DE NEGÓCIOS


Mais uma importante parceria estratégica.

Veja matéria completa no link: http://www.tripleaadvisor.com/career_center.html

Sérgio Diniz pontua e ajuda Academia Golf Range Campinas (AGRC) a atingir a vice-liderança na etapa do Interclubes realizada no Lago Azul

Interclubes Sênior de São Paulo: Lago Azul vence em casa, assume liderança e embola disputa

03/04/2017
Arujá e Academia GolfRange Campinas vêm a seguir, separados por apenas três pontos
A equipe do Lago Azul soube se valer da vantagem de jogar em casa para vencer a segunda etapa do 25º Torneio ABGS Interclubes Sênior de São Paulo, disputada dia 30 de março, em Araçoiaba tablea-class-interclubes-abgs-r2da Serra, juntamente com o 8º Torneio ABGS de Golfe Sênior do Lago Azul Golfe Clube – Taça Jaime Song. Com os 17 pontos marcados em casa, o Lago Azul é o novo líder do circuito, com 26 pontos, mas é seguido de perto pelo time Verde do Arujá Golf Clube, com 24; pela Academia GolfRange Campinas, a vice-campeã da etapa, que soma 23, e pela Associação Esportiva São José, com 21. Apenas três pontos separam os três primeiros colocados e é de cinco pontos a diferença entre os quatro primeiros.
O Lago Azul, que venceu em duas das seis categorias em disputa e teve ainda um segundo e um terceiro lugares. Seus campeões foram Marcos Zimet, na categoria com handicap índex de 23,1 a 32; e Ivete Waisblut, na feminina de 25,1 a 32. O time marcou ainda na feminina até 25, com Daisi Silva, vice, e Luzia Taninaga, terceira colocada. O LAGC soma agora 26 (9 + 17) pontos.
Vice-campeãs – A Academia GolfRange Campinas foi uma das vice-campeãs da etapa, com 11 pontos, graças a um vice, um terceiro, um quarto e duas quintas colocações. Pontuaram Luiz Silva (vice na pré-sênior), Heitor Matos (3º na 14,1 a 23), Lim Sou (4º na 23,1 a 32), Renato Santanna (5º na 14,1 a 23) e Sergio Diniz (5º na pré-sênior). O time da AGRC permanece em terceiro lugar no ranking, com 23 (12 + 11) pontos.
O Terras de São José Golf Club foi o outro vice-campeão da etapa, com 11 pontos, graças às vitórias de Valdemar Schulze, na 14,1 a 23, e de Doroti Senday, na até 25 feminina, e de um quinto lugar de Eduardo Figueiredo, na 23,1 a 32. O time passou para o quinto lugar do ranking, com 13 (2 + 11) pontos.
Ranking – O time Verde do Arujá Golf Clube, que chegou como líder caiu para o segundo lugar do ranking, depois de marcar apenas seis pontos, com os terceiros lugares de Paulo Motoki, da 23,1 a 32; e de Plínio Albregard, na pré-sênior. A equipe soma agora 24 (18 + 6) pontos. A Associação Esportiva São José vem em quarto no ranking, com 21 (13 + 8) pontos, liderada pelas mulheres: Chou Fen foi quarta na até 25; e Mary Iguchi e Neide Nakagawa, vice e quarta colocada, respectivamente, na 25,1 a 32.

Veja cobertura matéria completa e fotos em:

http://www.golfe.esp.br/interclubes-senior-de-sao-paulo-lago-azul-vence-em-casa-assume-lideranca-e-embola-disputa/

Sérgio Diniz liderou o ranking da ABGS em 2016, na categoria HCP índex 23,1 a 32,0


No dia 30 de março, durante a cerimônia de premiação do Interclubes Sênior de São Paulo, através da ABGS - Associação Brasileira de Golfe Sênior e realizado no Lago Azul, Sérgio Diniz recebeu o reconhecimento pelo 1o lugar no ranking brasileiro da ABGS, na categoria pré-senior com índex entre 23,1 a 32,0.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Sérgio Diniz participará de Torneio ABGS do Arujá, nesta 5ª feira

Veja abaixo reprodução parcial da matéria:

Torneio ABGS do Arujá, nesta 5ª feira, em homenagem a Muneki Tikasawa, tem recorde de 107 inscritos

Participam jogadores 27 clubes de cinco estados brasileiros. Programação social é o ponto alto
O 5º Torneio ABGS de Golfe Sênior do Arujá Golf Clube, que vale também como primeira rodada do 25º Torneio ABGS Interclubes Sênior de São Paulo, será jogado nesta quinta-feira, 9 de março, pelo recorde de 107 jogadores sêniores e pré-seniores, homens e mulheres. O torneio terá saídas simultâneas às 8h30 e terminará com um almoço de confraternização e entrega de prêmios e sorteio de um pacote de hospedagem de cinco dias, para duas pessoas, no Marriott Golf & Resort Orlando, na Flórida, nos EUA.
O ponto alto da festa de encerramento do torneio, que reúne golfistas de 27 clubes de cinco estados brasileiros – São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiânia e Pernambuco – será uma homenagem a Muneki Tikasawa, ex-presidente do Arujá e que hoje se dedica de forma incansável à presidência da Associação Nikkey de Golfe do Brasil, que congrega mais de 3 mil golfistas japoneses ou descendentes, que moram no Brasil.
Categorias e premiação – Entre os seniores (55 anos ou mais), serão premiados o campeão scratch e os dois primeiros colocados das categorias com handicap índex até 14; de 14,1 a 23; e de 23,1 a 32, bem como os campeões das três categorias por idades (65 a 70 anos; 71 a 75 anos; e 76 anos ou mais). Para os pré-seniores (40 a 54 anos), haverá premiação para o campeão scratch e com handicap. No feminino, ganharão troféus a campeã scratch e as vencedoras das categorias até 25 e de 25,1 a 32.
Quase 20 jogadores disputam o título geral do torneio, entre eles Masakazu Shoji e Luiz Miyagi, vice-campeão e quarto colocados de 2016, que jogam em casa, ao lado de Shozo Karasawa, do Vista Verde, que ficou em terceiro na edição anterior. Outros destaques são Adauto Oliveira e Sergio Sacurai, do Arujá; Ademir Mazon, Vice-Presidente da Federação Paulista de Golfe (FPG), que defende o Clube de Golfe de Campinas; Francisco Açakura e Seizo Yano, do PL; Luiz Sayegh, do Guarapiranga; Antonio Carlos Prestes, do Curitibano; JB Miranda, do Lago Azul; Rodolfo Santos e Frank Wisbrun, do São Paulo GC; Humberto Monte Neto; da Bahia; e Isamu Nakano, de São José, entre muitos outros.
Destaques – Destaque ainda para Mario Numada, presidente do Arujá GC, que irá a campo receber os convidados ao lado de Claudio Kiryla, presidente da ABGS, que defende o Graciosa, do Paraná; Celso Teixeira, da Golf Travel, agência de turismo especializada em golfe parceira da ABGS, que joga pela Fazenda São João da Boa Vista; e de Shinji Terahara, também do Arujá.
Entre os pré-seniores, que reúne jogadores de 40 a 54 anos, também houve recorde de participantes, com 14 jogadores disputando os dois títulos da categoria, com a sem handicap. Francisco Ishihara, do PL, tem o menor índex do grupo, mas terá fortes adversários como Luis Vasconcelos, da Santapazienza; Emerson Godinho, do Vista Verde; Alexandre Santos, do Paradise; Marcos Berti, do Taiá; Laercio Suguimoto, do Lago Azul; Marcelo Domingues e Sérgio Diniz, da Academia Golf Range Campinas, Francisco Avila Jr, de Goiânia; e Daniel Murata, do Caxangá, de Recife, entre outros.
Mulheres – Expressiva também será a participação das mulheres, com 16 delas em campo na semana do Dia Internacional de Mulher, comemorado neste 8 de março. Os destaques são as seis jogadoras do Arujá, quatro delas entre as cinco de menor handicap em campo: Stela Miyagi; Elisabeth Tatsumi, Terezinha Dias; e Shigueko Sako; além de Tissako Senday e Ivete Aoki. Luzia Taninaga, Elke Jarosch e Marta Zimet defendem o Lago Azul. São José terá Gislaine Cerveny, Neide Nakagawa, Iracema Ariyoshi e Maria de Fatima Baule; Doroti Senday defende o Terras de São José e Cleide Galfaro joga pela FPG.
A delegação do Arujá, com 29 jogadores, será a maior em campo, mas muitos outros clubes também se fizeram representar em grande número. A Associação Esportiva São José, comandada por Ricardo Iguchi e Gislaine Cerveny, inscreveu 17 jogadores, seguida pela Academia GolfRange Campinas e Lago Azul, com 11 jogadores cada, e pelo Terras de São José, com nove.

O artigo original completo pode ser acessado através do link abaixo:
http://www.golfe.esp.br/torneio-abgs-do-aruja-nesta-5a-feira-em-homenagem-a-muneki-tikasawa-tem-recorde-de-107-inscritos/

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Riscos profissionais dos executivos na relação com acionistas

Reproduzo abaixo meu artigo publicado pelo IBEF SP

Por Sérgio Diniz, fundador e presidente da Triple A – Advisor e membro da Diretoria Vogal do IBEF SP. Colaboraram: Luis Felipe Schiriak, conselheiro do IBEF SP, e Daniel Levy, vice-presidente do IBEF SP.

A atual situação econômica do Brasil vem afetando as empresas duramente, nenhuma novidade, é de conhecimento comum. Porém, quais os riscos que os executivos, sejam eles CEOs, CFOs, CXOs, ou mesmo Conselheiros, enfrentam, do ponto de vista de suas carreiras? Nosso objetivo aqui não é um artigo técnico, sobre a legislação vigente ou abordagem teórica, mas repartir algumas situações práticas enfrentadas por executivos.
A crise atual exacerba alguns dos conflitos tradicionais entre acionistas e entre estes e a administração. Como diz o ditado popular, “em casa onde falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. Não é diferente no mundo dos negócios, especialmente quando os mesmos não vão bem.
Poucos eventos destroem mais valor para o investidor do que um conflito entre acionistas controladores. O impacto sobre o management da empresa é extremamente negativo e o CFO (ou CEO, ou CXO) corre o risco de ficar no “fogo cruzado”, tendo o dever de manter uma posição equânime, independente da sua opinião sobre o motivo do conflito. Tais conflitos podem se estender a ações legais e o executivo tem que tomar todos os cuidados com o tratamento equânime das informações e sua comunicação, em especial o CFO, exigindo um alto grau de maturidade.

Mesmo sob pressão para atingir os resultados, os executivos – e notadamente os CFOs – devem manter certo nível de conservadorismo em suas decisões

Nessas situações, é fundamental o alinhamento entre os executivos, especialmente entre o CEO e o CFO, respeitando todos os stakeholders da empresa, de forma a “blindar” a organização (e seus executivos!) dos efeitos nefastos de tais disputas e o impacto delas sobre o valor da empresa (e da reputação dos executivos!).
Riscos relativos a acionistas não-residentes
Esses são riscos muitas vezes ignorados por executivos que trabalham em empresas multinacionais. Alguns apenas despertam quando já é tarde demais.
Expliquemo-nos. Algumas vezes, em momentos de crises (ou mesmo fora deles!), empresas multinacionais, que muitas vezes desconhecem ou ignoram os riscos legais e profissionais que seus associados locais estão sujeitos, tomam decisões unilaterais visando apenas sua própria proteção, “jogando aos leões” seus executivos locais. Quando são estrangeiros, esses executivos muitas vezes têm a opção pessoal de voltar aos seus países de origem e deixar para trás a bagunça tupiniquim, mas os executivos brasileiros não têm essa opção, há toda uma vida construída aqui, profissional e familiar.
Ouvimos há algum tempo o testemunho de um colega executivo, conhecido no mercado, que foi durante um período CEO da operação local de uma gigantesca multinacional de telecomunicações e de renome mundial. Em uma mudança interna no staff e na estratégia corporativa, seu novo boss no exterior decidiu que a operação no Brasil não era mais viável e decidiu simplesmente fechá-la de um dia para o outro. Até aí tudo bem, faz parte da estratégia. Mas o problema foi o “como”.
Em resumo, a operação local, que ainda não se sustentava só e dependia dos aportes da matriz, os quais foram simplesmente suspensos, deixou de honrar seus compromissos, inclusive impostos e encargos. Após certo período, a Receita Federal não apenas autuou a empresa, como seu CEO e representante estatutário ficou com o CPF bloqueado. Não apenas isso: dados os volumes de impostos teoricamente não pagos, a polícia foi acionada e o referido executivo passou vários meses se escondendo, dormindo em hotéis e não podendo voltar para casa sob o risco de prisão.
Enfim, após várias tratativas, ele convenceu a empresa lá fora dos erros cometidos aqui e a situação foi resolvida, mas a insônia e outras marcas ficaram. Felizmente, o mercado soube do ocorrido e que os fatos eram alheios à vontade deste executivo, que hoje felizmente está de volta ao mercado, em posição de muito destaque em uma grande corporação.

Ações contra executivos podem ocorrer anos após sua saída da empresa

Outro caso similar que testemunhamos foi o de uma multinacional de tecnologia afetada duplamente, tanto por perdas na operação local como por um mercado global em recessão após a crise dos anos 2000. A matriz tirou o foco do Brasil e nunca foi capaz de vender a operação local ou enviar recursos financeiros, acabando por simplesmente fechar a mesma, deixando os executivos remanescentes com vários problemas junto à Receita Federal. Um deles, inclusive, faleceu de ataque fulminante após alguns anos, ainda jovem: difícil não associar uma coisa à outra.
Mesmo executivos estatutários que já não trabalhavam mais na empresa no período de encerramento sofrem até hoje junto às autoridades tributárias para provar que certas obrigações acessórias haviam sido cumpridas à sua época, uma vez que quando a empresa fechou as portas, a matriz deixou de pagar a empresa responsável pelo arquivo da documentação fiscal, que acabou desaparecendo. Isso impediu os executivos de provarem sua inocência de uma vez por todas, e gerou muitos desgastes e gastos com advogados.
A lição: mesmo que o executivo saia de uma operação com problemas, há o risco de nos próximos cinco anos alguém fazer uma bobagem que o afete posteriormente. Ninguém pensa muito nisso, mas acontece.
Testemunhamos outro caso de multinacional, prestes a vender a operação deficitária local que, momentos antes de fechar a venda, pressionou os executivos locais a abrirem mão formalmente dos bônus de anos anteriores como condição para fechar o negócio com o novo comprador, diminuindo assim os passivos da empresa para facilitar a operação. A alternativa era a não venda, que resultaria em pedido de Recuperação Judicial (RJ) ou até falência, o que afetaria a carreira dos executivos.
Neste caso, a matriz sabia exatamente as leis e riscos locais e os usou como moeda de barganha. Difícil dizer quem estava errado, pois parte das perdas em exercícios anteriores talvez pudessem, ou não, ser atribuídas à gestão de tais executivos. Então, se você acha que vai sair de uma empresa em dificuldades levando uma bolada, fique atento.
Ainda no final do ano, testemunhamos o caso de um potencial cliente que nos procurou pedindo auxílio. Sua empresa foi vítima tanto de erros estratégicos no país quanto da crise no setor de eletrodomésticos, onde atuavam, com grande queda nas vendas e nos resultados. Até então, a matriz vinha cobrindo os prejuízos até que, em determinado momento, vendeu a divisão toda a um fundo de investimentos de perfil agressivo. Em pouco tempo, o fundo simplesmente informou que não enviaria mais recursos e que a operação local deveria pedir RJ ou falência, sem tempo para os executivos se prepararem. Infelizmente, como já era tarde demais para podermos recuperar a empresa, não fomos adiante.

O Seguro D&O não é apenas um benefício para o executivo: deve ser uma exigência!

Temos, infelizmente, vários outros casos a relatar, mas fica o alerta.
Como mitigar os riscos?
Mesmo sob pressão para atingir os resultados exigidos pelos acionistas, os executivos – e notadamente os CFOs – devem manter certo nível de conservadorismo em suas decisões, ao mesmo tempo em que exploram novas fronteiras, sempre atentos aos marcos regulatórios e aos fundamentos dos negócios. O entendimento profundo do negócio é “a marca do CFO”.
Um artigo da Revista Você S/A de outubro de 2016, intitulado “Tranquilidade para as grandes decisões” mencionou o crescimento da demanda no mercado local pelo seguro D&O (Directors & Officers Liability Insurance), utilizado para proteção dos bens pessoais dos executivos no caso de ações judiciais no período de sua gestão. Hoje esta proteção não é mais, ou nunca foi, um benefício: deve ser uma exigência!
Temos alguma experiência profissional na área de seguros e podemos dar alguns alertas:
Primeiro, a maioria dos executivos hoje apenas se certifica de que existe uma apólice, mas poucos vão além e procuram de fato verificar as coberturas e guardar consigo uma cópia da apólice. Lembre-se: ações contra executivos podem ocorrer anos após a saída da empresa! Além disso, os atos de fraude ou má-fé não estão cobertos.
Segundo, mesmo que seus bens estejam cobertos – isto é, o valor deles poderá ser ressarcido, assim como os gastos jurídicos com a defesa -, a dor de cabeça não está coberta. Veja o caso citado acima de nosso colega CEO da empresa de telecomunicações. Tranquilidade, como diz uma famosa propaganda, “não tem preço!”.
Então, só resta aos executivos avaliarem, com muito carinho, dedicação e frequência, os riscos a que estão expostos. Estarem antenados ao que acontece no mercado, e não com a cabeça enterrada o tempo todo no trabalho. Se fazer de avestruz não resolverá o problema.
O que muitos esquecem é da máxima dos seguros: quem compra, dificilmente quer usufruir da apólice. Que o diga quem tem seguro de vida!